quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Santo Angelo - Rio Grande do Sul


Era dia 14 de julho de 2012 e saímos bem cedinho de Pelotas a caminho de Santo Ângelo. Fomos de ônibus para apreciar bem a paisagem sulista e conhecer, mesmo que rapidinho, algumas cidades do trajeto. 

A primeira que o ônibus entrou foi Canguçu de onde pudemos ver de longe a "Terceira maior escultura religiosa do Rio Grande do Sul" com aproximadamente 20 metros de altura. É a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição que fica no alto da Serra dos Tapes, no Cerro das Tropas.

A belíssima imagem de N.Sra, fica no "Parque Turístico Mirante Nossa Senhora da Conceição", com uma vista privilegiada da zona sul do RS. Um projeto da Arquiteta Alice Tabim Parode, executado pelo Escultor Vinicio Cassiano da cidade de Porto Alegre e com investimentos da prefeitura municipal. (Fonte).



Passamos também por Caçapava do Sul, São Sepé, Santa Maria, Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Cruz Alta, Ijuí e finalmente Santo Ângelo - A Capital das Missões. Foram 506 km de puro encantamento. A paisagem é belíssima! Muita pastagem, muita água, muitas culturas. Adoramos os pampas gaúchos!

Quando chegamos, eu e minha irmã Lúcia, na Rodoviária já estavam nos esperando meu querido amigo de infância Henrique, carinhosamente chamado de Tito e sua esposa, igualmente querida, Cláudia. 

Após deixarmos as malas na linda casa de Tito e Cláudia fomos conhecer um pouco da cidade. 
Começamos pelo Centro Histórico a céu aberto.

 

A Catedral Angelopolitana situada no município de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul é a principal atração turística da cidade. É o principal templo da Diocese de Santo Ângelo.

 

Abaixo o Pórtico das reduções na Praça Pinheiro Machado. Era por ali que se ingressava no povoado missioneiro. São mais de 30 pórticos  referenciando os povos missioneiros que foram formados na região. Santo Ângelo é o último fundado em 1706/1707 e o primeiro foi San Ignacio Guazu em 1609. Ele termina perto da Catedral Angelopolitana.



Próximo a ponte sobre o lago com dois chafarizes, há um local de oferendas. É esta escultura contemporânea em aço, vermelha, que simboliza um anjo aguardando as oferendas para levar ao alto. Ao lado, há uma fonte de purificação, com água potável.



Eu e Cláudia na Praça Pinheiro Machado localizada no Centro Histórico, onde foi erguido o povoado no século 18 que deu origem ao município de Santo Ângelo que hoje conta com aproximadamente  90 mil habitantes.


A Catedral de Santo Ângelo, erguida a partir de 1929, é semelhante ao antigo templo de São Miguel. Está localizada no mesmo lugar da Igreja da Redução de Santo Ângelo Custódio. No alto do pórtico, sete imagens esculpidas em pedra grés representam os santos padroeiros dos Sete Povos. No seu interior encontra-se uma imagem de Cristo morto, datada de 1740, autêntica relíquia da estatuária jesuítico-guarani e pintura da Saga Missioneira, painel do artista plástico Tadeu Martins. Destacam-se também os belíssimos vitrais e os sinos.


O sino de bronze que também fica na Praça pode ser badalado pelo visistante ...


... e tem inscrições na língua guarani.


No espaço atualmente ocupado pela Catedral Angelopolitana, já existiram duas outras igrejas.
A primeira igreja foi construída após 1706, ano de fundação da Redução de Santo Ângelo Custódio. Veja na gravura abaixo o seu avançado grau de destruição e abandono. [W]





Em 2006, foram feitas escavações arqueológicas em torno da Catedral e na Praça Pinheiro Machado. As escavações demonstraram a existência de inúmeros materiais utilizados no tempo da redução jesuítica. Além disso, foi descoberto parte do piso da redução.









Vista da lateral daCatedral Angelopolitana


A equipe do Núcleo de Arqueologia (NArq) do Museu Municipal de Santo Ângelo, vinculado à Secretaria de Turismo e Esporte, iniciou  o Projeto de Educação Patrimonial Jornadas de Arqueologia Missioneira. A atividade, realizada na praça Pinheiro Machado, envolveu, em 2010, as escolas municipais Mário Piratini da Rosa e Sargento Pedro Krinski.
O projeto foi dirigido aos alunos das quartas séries do ensino fundamental, que têm, no conteúdo programático, o estudo sobre as Missões Jesuíticas.
A programação compreendeu palestras, audiovisuais, visitação às “janelas arqueológicas” no entorno da Catedral Angelopolitana, lanches temáticos, oficinas de arqueologia com escavações simuladas e intervenções cênicas. A diretora do Museu Municipal, Clotilde Farias, explica que o projeto visa possibilitar aos estudantes maior conhecimento sobre as Missões. “Queremos formar propagadores da história local e conscientizar as crianças sobre a importância do patrimônio histórico como bem coletivo”, completa. (Fonte)






 Os pisos são réplicas dos encontrados nos povoados missioneiros.



Depois de tanto encantamento fomos visitar o Monumento ao Índio esculpido por Olindo Donadel na década de 60. Representa uma homenagem aos índios guaranis.
No Monumento há a frase "Esta Terra Tem Dono" que é atribuída a Sepé Tiaraju durante a luta em defesa das reduções missionárias. Este Monumento fica localizado no av. Brasil bem próximo do Teatro Municipal Antonio Sepp



Abaixo tem um vídeo mostrando o Monumento e com algumas descrições sobre o entorno.

                           
 

Este senhor que aparece no vídeo e que foi buscar o livro abaixo foi protagonista de uma coincidência muito especial porque ele confundiu o carro que estávamos com o carro do filho dele, e quando paramos para apreciar o Monumento, ele veio na nossa direção. Ao perceber o engano ficamos conversando e soubemos ser ele o escritor que contou a história de Santo Ângelo. Não perdemos a oportunidade e cá estou eu com o livro de Antonio Carlos Rousselet.


Em seguida caminhamos rumo ao Memorial Coluna Prestes no prédio da antiga Estação Férrea. Este prédio foi construído em 1921 e faz parte dos prédios tombados por sua importância histórica e social. O local abriga o "Memorial Coluna Prestes", primeiro no país a homenagear a Grande Marcha, cujas primeiras reuniões aconteceram neste local, em 1924. Junto ao prédio da antiga Estação Ferroviária está o Museus Ferroviário de Santo Ângelo e o Monumento "A Coluna Invicta" do artista carioca Maurício Bentes.



Em seu acervo, o memorial possui documentos, fotos e outros materiais sobre uma das maiores marchas revolucionárias da humanidade, a Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes, e que teve como berço o município de Santo Ângelo.

  
Há uma sala específica para a Olga Benário com um significativo acervo fotográfico e diversos documentos.






A Coluna Prestes foi a maior marcha revolucionária da História em termos de quilometragem percorrida (25 mil), podendo ser comparada apenas às do rei macedônico Alexandre, o Grande. E também nunca foi derrotada, pois Prestes era um grande estrategista que conseguia despistar com maestria as tropas militares do governo. Até para Lampião, o rei do Cangaço, foi oferecido dinheiro, anistia e a patente de capitão do Exército se ele capturasse Prestes. Reza a lenda que Lampião não se interessou muito pela idéia, pois tinha medo de não conseguir capturá-lo e ter manchada sua reputação. No mínimo, seria uma batalha muito interessante, de até então dois invictos: Lampião versus Prestes. (Fonte).



Luís Carlos Prestes nasceu em Porto Alegre em 3 de janeiro de 1898. Formou-se engenheiro militar pela atual Academia Militar das Agulhas Negras, no ano de 1919. Durante a década de 20, Prestes liderou o movimento chamado Tenentismo, que ganhou força entre alguns segmentos militares, pois tinha como objetivo derrubar a oligarquia café com leite da presidência da República. Esta oligarquia caracterizava-se pelo revezamento de presidentes paulistas e mineiros na presidência do Brasil, eleições fraudulentas e outras arbitrariedades.

Ao chegar em Santo Ângelo, Prestes passou a trabalhar como engenheiro ferroviário na construção da estrada de ferro Santo Ângelo/Comandaí. Mas talvez por um descuido dos governantes da época, grande parte dos revoltosos foi parar no Rio Grande do Sul. Siqueira Campos foi para São Borja e Juarez Távora para Uruguaiana, o que facilitou a comunicação entre eles, para posteriormente organizarem a marcha, em 1924. Ainda contavam com o apoio dos civis do Batalhão Ferroviário de Santo Ângelo, recrutados por Prestes, que os ensinou a ler e escrever e assim repassar sua ideologia política, conseguindo um grande número de adeptos, não só dentro do próprio Batalhão, como também nos arredores da região. (Fonte).
 

No Memorial Coluna Prestes reúne grande acervo de materiais referente a este assunto. Lá se pode encontrar até mesmo uma foto da inauguração da Gruta Nossa Senhora de Lourdes, em 1926, com Monsenhor Wolski e um grupo de meninas em primeiro plano. Além do Memorial, Santo Ângelo possui outros atrativos que rememoram a passagem de Prestes pela cidade, como o Monumento a Coluna Prestes, projetado por seu amigo Oscar Niemeyer e a Marcha da Coluna Prestes, uma caminhada que se realiza da cidade até o distrito de Comandaí. Além do mais, os filhos de Prestes fizeram várias doações de pertences do pai para a organização do Memorial.
 

As locomotivas da V.F.R.G.S., empresa privada e de propriedade dos ingleses que operavam até Santo Ângelo chamavam-se Maria Fumaça. As maiores tinham seus números na frente da grande fornalha de 500 a 600, sendo esta última as chamadas Malés (maiores) que puxavam até 15 vagões de carga. As de numeração intermediária operavam o trem de passageiros e, ainda, as menores - o Pagador e o Lenha - que recolhiam e abasteciam deste combustível os pontos em que havia as caixas d'água para completar a operação a vapor. (Livro: Santo Ângelo que sonhei, pag 60).




O prédio que abriga o Museu Ferroviário contitui-se numa das mais antigas edificações da cidade, sendo contruídos em 1918. Serviu como Estação da Viação Férrea de Santo Ângelo por 48 anos.



A estação de trens caracterizou-se como um foco de expansão para o desenvolvimento do município e região.


Como é o vagão por dentro.


 Viação de serviço que servia como alojamento para os engenheiros que trabalhavam na manutenção da linha férrea em meados dos anos 60




Há outro vagão com pinturas contando sobre a Coluna Prestes





 A exposição permanente do Museu Ferroviário conta com mais de trezentos objetos. Entre móveis, maquinários e fotografias destaca-se o telégrafo usado na transmissão de mensagens gráficas a partir de códigos inventado pelos americanos Joseph Henry e Samuel Morse em 1935. 
Ganhei o alfabeto morse abaixo.



No vídeo abaixo você poderá conhecer um pouquinho do que é o Memorial da Coluna Prestes.

                   

Na sequência seguimos para São Miguel da Missões.

Sete Povos das Missões é o nome que se deu ao conjunto de sete aldeamentos indígenas fundados pelosJesuítas espanhóis no Continente do Rio Grande de São Pedro, atual Rio Grande do Sul, composto pelas reduções de São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista,São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio.



Ao visitar as ruínas de São Miguel das Missões, feche os olhos, sinta a presença da energia vibrando. E ao abri-los, veja, no Sítio Arqueológico Missioneiro e no Museus das Missões uma verdadeira fonte viva da história!

 Cruz Missioneira que fica na entrada das ruínas

Igreja de São Miguel Arcanjo

De estilo Barroco começou a ser construída em 1735 e levou 10 anos para ser concluída. Os blocos de arenito eram trazidos de uma distância de 20Km. Era composta por três naves separadas por duas grandes arcadas e cinco altares com imagens de santos, a cobertura era de telhas de barro sustentadas por vigas de madeira e, na frente, um pórtico com arcadas e colunas que exibiam estátuas dos 12 Apóstolos. A torre com 25 metros de altura, ostentava um galo de estanho dourado e cinco sinos. O projeto da Igreja deve-se ao arquiteto italiano Gian Batista Primolli. (Fonte)


A Redução de São Miguel Arcanjo foi fundada em 1632, pelo Padre Cristóvão de Mendonça, região do Tape.    Devido aos ataques dos bandeirantes paulistas, em busca de escravos, a população mudou-se, em 1638, para a margem ocidental do Rio Uruguai. Em 1687, os padres jesuítas fundaram novamente São Miguel Arcanjo, desta vez no atual sítio. A redução prosperou na primeira metade do século XVIII, quando a população atingiu , aproximadamente, 7.000 habitantes na época da construção da igreja (1735/1745). (Fonte)



Após o ano de 1750, com a assinatura do “Tratado de Madri”, que troca a Colônia do Sacramento (possessão portuguesa em meio ao território espanhol) pelos 7 povos das Missões, inicia-se a fase de decadência das Missões, marcado por diversas revoltas e guerras. (Fonte)


Revoltados, os Guarani enfrentam as tropas portuguesas e espanholas na chamada “Guerra Guaranítica” e são derrotados em 1.756. Expulsos por este Tratado, os Guarani retornam às reduções 11 anos depois, quando se assina o “Tratado de El Pardo”(de anulação).(Fonte)


Com a expulsão dos Jesuítas do território espanhol, se acentua o declínio das reduções, e passam a administração colonial espanhola (1.768) e a partir de 1.801 pela administração portuguesa.

Finalmente a Guerra Cisplatina, em 1828, destruiu o que ainda restava desta civilização, quando Frutuoso Rivera incorpora a seu exército todos os homens das Missões. (Fonte)



Este período determinou um declínio de São Miguel, que foi mais acentuado pelo abandono de muitos anos, mas a riqueza deste passado foi reconhecida e se iniciaram os trabalhos de consolidação a partir de 1937 pelo SPHAN, em dezembro de 1983 foi declarada pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade” atraindo até hoje uma corrente turística de distintos pontos do mundo. (Fonte)


A vila de São Miguel das Missões surgiu em 1926, quando foi efetuado um loteamento urbano, em torno dos remanescentes do antigo povo jesuítico/guarani. E desde 1978 existia a luta pela emancipação político administrativa deste Município, na qual ocorreu o desmembramento de Santo Ângelo em 20 de dezembro de 1987, com o plebiscito, e a emancipação promulgada pela Lei número, 8.584 de 29 de abril de 1988 criando o Município de São Miguel das Missões. (Fonte)


No período das reduções era conhecido por São Miguel Arcanjo, quando foi distrito de Santo Ângelo já era chamado por São Miguel das Missões, mesmo nome do padroeiro, continuando com este nome após sua emancipação.


Os  objetivos primordiais da Companhia de Jesus eram a doutrina e a catequese, a vida comunitária no povo de São Miguel se desenvolvia em torno deste primado.
 

O sítio arqueológico é formado por igreja, sacristia, cruz missionária, colégio, oficinas, quinta e cemitério, além de um museu.

O sino que badalava na torre principal da igreja descansa hoje no Museu das Missões, instalado em uma casa inspirada nas habitações dos missioneiros. O museu abriga ainda cerca de cem imagens religiosas confeccionadas pelos índios e que antes decoravam o templo.

São Miguel das Missões foi uma comunidade criada por padres jesuítas no século XVII que durou até 1768, quando os religiosos foram expulsos. Principal redução jesuítica, cuja igreja foi construída em 1745, possuía três naves com cinco altares dourados, com uma torre contendo cinco sinos. Pela sua importância histórica, foi tombada pela UNESCO, por ser considerada Patrimônio da Humanidade. (Fonte)

A antiga igreja é, sem dúvida, o que mais chama a atenção no local. Seus blocos de arenito percorreram 20 quilômetros para chegar ali, onde passaram dez anos sendo empilhados para dar o formato de cruz latina que diferencia o edifício das demais igrejas missionárias. O projeto foi assinado pelo italiano Gian Batista Primolli, que se mostrou bastante antenado com as novidades da arquitetura européia da época ao desenhar sua obra barroca.

 Integrado aos patrimônios da humanidade da Argentina e Paraguai - no caminho para Foz do Iguaçu - São Miguel das Missões traz no cerne de sua existência heranças físicas e históricas, tornando-se referência no turismo gaúcho

  Assista ao vídeo e conheça esta maravilha!

                         

Museu das Missões

Projetado em 1940 por Lúcio Costa, também reflete a riqueza cultural da civilização que se desenvolveu na região. Inspirado nas habitações dos missioneiros, com avarandado coberto com telhas de barro, contém uma rica coleção de cerca de cem imagens de rara beleza, de tamanhos que vão de 15 cm a 2,20 m, recolhidos por João Hugo Machado em 1939 e 1940. (Fonte)


O Museu das Missões tem como missão investigar e documentar a experiênciia histórica missioneira; preservar o patrimônio cultural e natural relacionado às Reduções Jesuíticas dos Guarani e divulgar o conhecimento produzido sobre as Missões por meio de programas educativos e culturais.


 Objetos curiosos que compõe o acervo museológico retratam diferentes aspectos da cultura e dos costumes locais.

As esculturas de santos, símbolos da religiosidade ocidental, ganham no Museu diferentes significados: foram objetos de culto e hoje fazem parte do patrimônio cultural brasileiro. São documentos de uma determinada época.


Este Museu é um canal de poética da transparência; ele demarca o território, favorece a percepção das escalas espaciais e integra o de dentro e o de fora, a natureza e a cultura, as ruínas da igreja de São Miguel Arcanjo, os fragmentos arquitetônico e as esculturas.

















No Museu das Missões encontra-se uma das mais importantes coleções públicas de esculturas sacras missioneirras, além de fragmentos arquitetônicos, sinos das antigas Reduções e outros objetos e documentos.

 



Nem todos os objetos expostos são provenientes da igreja de São Miguel Arcanjo, a maioria deles foi coletada na região por João Hugo Machado, o primeiro zelador do Museu. Belo exemplo de envolvimento

 

Desde 1978 este Espetáculo conta a saga dos padres jesuítas e índios Guarani, habitantes da Região Missioneira nos séculos XVII e XVIII.
Com duração de 48 minutos, o público pode diariamente entender o surgimento e o fim do sonho de um povo.


Desde 1978 este Espetáculo conta a saga dos padres jesuítas e índios Guarani, habitantes da Região Missioneira nos séculos XVII e XVIII.
Com duração de 48 minutos, o público pode diariamente entender o surgimento e o fim do sonho de um povo.

É claro que comprei o CD



Criado em 1978, pelo Governo do RS, trata-se de uma narrativa da história das Missões Jesuitico - Guarani contada através de efeitos de som e luzes. Narra em 48 minutos o nascimento, desenvolvimento e o fim da civilização criada no Rio Grande do Sul por padres jesuitas e indios guarani. Texto e roteiro de Henrique Grazziotin Gazzana e as vozes de Lima Duarte, Paulo Gracindo, Armando Bógus, Fernanda Montenegro, Maria Fernanda, Juca de Oliveira e Rolando Boldrin.

Vale a pena assistir! 
No dia que fomos assistir estava uma temperatura de 2º. Meus amigos de Santo Ângelo, Tito e Cláudia, levaram cobertores e chimarrão para todos nós. Só nossos olhos ficaram descobertos para apreciar tamanha maravilha!


Gostaria de reproduzir aqui as palavras de Antônio Cícero sobre o Museu:

GUARDAR

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la
Em um cofre não seguarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigilia por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:

Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

 No dia seguinte fomos conhecer o Colégio Teresa Verzeri.

A Capela foi tombada pelo estado em razão da existência, em seu interior, de importante pintura mural do artista italiano Emilio Sessa, que possui inúmeras obras realizadas tanto na Europa como no Rio Grande do Sul, principalmente em espaços sacros. (Fonte)



Construída em 1951, a Capela faz parte do complexo educacional das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus em Santo Ângelo. (Fonte)


 Em forma de arco abatido, sobre a nave central e o presbitério, o teto da capela traz peculiar decoração, onde Sessa valorizou o espaço com frisos pintados, imagens de anjos, medalhões com inscrições em latim, e representações de símbolos da fé cristã. (Fonte)


 Por recomendação do Cardeal Roncalli, Sessa teve seu projeto aprovado para a Catedral de Pelotas, o que desencadeou a sua vinda para ao Brasil, em novembro de 1948. Junto com ele e por sua iniciativa, vieram também os artistas Locatelli e Gardoni, que também trabalharam na decoração interna do templo. Como obras exclusivas de Sessa, em Porto Alegre , temos a Capela do Presídio Madre Pelletier (1952/53), a Capela da Santa Casa (1962) e a Capela das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. No interior podemos citar obras em Novo Hamburgo , Gravataí e também a Capela do Colégio Teresa Verzeri, em Santo Ângelo. (Fonte)





Esta é a fachada do Colégio


Lúcia e Cláudia na frente do Colégio

Lúcia, Cláudia e eu com o colégio ao fundo.


 Assista uma amostra do que é esta Capela.
 
                 
Depois fomos visitar o Santuário Missioneiro de Schoenstatt

O Movimento Apostólico de Schoenstatt faz parte da Obra Internacional de Schoenstatt, fundada pelo Pe. José Kentenich em 18 de outubro de 1914, em Schoenstatt, na Alemanha.
O ato da Fundação é a Aliança de Amor, selada pelo Pe. José Kentenich juntamente com um grupo de seminaristas pallottinos convidando a Mãe de Deus a estabelecer-se numa Capelinha e fazer dela um Santuário de graças, de onde partisse um movimento de renovação religioso e moral para mundo. (Fonte)


   Todos os Santuários de Schoenstatt são iguais... e também são diferentes! Apesar do mesmo tamanho, estilo e elementos, cada um possui ‘algo’ especial, uma característica que expressa o modo original com que a Mãe e Rainha ali atua.
      O Santuário de Schoenstatt em Santo Ângelo, região central do Rio grande do Sul, situa-se onde se encontravam algumas das reduções jesuíticas no Brasil. Por isso também é chamado pela Família de Schoenstatt local de ‘Santuário Missioneiro de Schoenstatt. (Fonte)


Seis quilômetros distante do centro da cidade, mesmo antes da sua inauguração em 1996, o Santuário recebe peregrinos que não se importam em fazer esse caminho a pé, muitas vezes trazendo flores para a Mãe e Rainha. (Fonte)







Os muitos potes e arranjos de flores que, às vezes, preenchem o espaço do altar são também uma das características do Santuário de Schoenstatt em Santo Ângelo. “É como um jardim para Maria”, como alguém se expressou, “outra forma de simbolizar as contribuições para o Capital de Graças”. (Fonte)


Inaugurado num ‘dia das crianças’, 12 de outubro, o Santuário parece também atrair especialmente famílias com crianças pequenas. Por isso, uma das tarefas que os voluntários da pastoral do Santuário tem levado adiante sempre mais consciente e metodicamente é o acolhimento das famílias que trazem as crianças para serem consagradas à Mãe de Deus. (Fonte)


Mas nem sempre foi assim. A geração mais antiga da Liga de Mães de Schoenstatt recorda dos primeiros anos do Santuário, onde uma grande seca assolou a região. “Não havia com o que enfeitar o Santuário e, por isso, coroamos a Mãe como a ‘Rainha das Flores’. E, desde então, nunca mais faltaram flores para o seu trono”. Nos finais de semana em que o clima colabora, o número de peregrinos é grande e de flores também: podem ser 80, 90 arranjos ofertados à Mãe e Rainha. (Fonte)


Uma explicação sobre o Santuário e sobre o significado da consagração dos filhos a Maria, o cartão com a oração e – desde poucos meses – também a capelinha da MTA que cada criança recebe de recordação, tem sido os meios e instrumentos que colaboram eficazmente para que estas famílias sempre retornem com seus filhos ao Santuário e tragam outras famílias para fazerem o mesmo. E o resultado não se fez esperar: em menos de um ano, já foram mais de uma centena de ‘pequenas flores vivas’ plantadas no Jardim da Mãe e Rainha em terras missioneiras. (Fonte)


Atrás da igreja há a Cruz Missioneira e o Globo Terrestre significando a união dos povos.






Para finalizar gostaria de falar sobre o livro "O sítio que deu certo" que ganhei da Claudia, escrito por seu pai, o Sr. Edgar Irio Simm e que conta, de modo muito singelo tornando a leitura deliciosa, suas experiências desde a compra do sítio e todo o carinho e respeito para com a Natureza que ele dividiu com seus seis netos.




Li o livro de uma vez só. Quando percebi já havia terminado. 
Foi delicioso ver a preocupação do Sr. Edgar em acolher um grupo de patas e pato que haviam sido despejados de terras vizinhas e que encontraram acolheimento impar em seu sítio. Perceber seu carinho em mandar construir uma casa no meio do lago para que as patas pudessem botar seus ovos sossegadas sem o ameaça dos lagartos famintos.

A escolha cuidadosa de cada árvore a ser plantada e o local escolhido sempre esteve presente em suas ações. Fiquei encantada e com água na boca quando li que ele plantou pitangueiras entre as acácias extremosas e que batizou o caminho de Ruela das Pitangueiras. Amo pitangas

O encanto das fotos tiradas com seus netos ainda pequenos e logo abaixo, seus netos adultos tendo como cenário o mesmo local só que com as árvores crescidas e floridas que eles ajudaram a plantar.

O livro é um doce presente para os olhos e para a alma.