sexta-feira, 29 de novembro de 2013

VIAGEM DO PROJETO INDAIANDANDO






 Saída 6/10/2007 chegada 7/10/2007

Saímos da frente do Ginásio de Esportes às 10h da manhã. Fui sentada junto com a Neusa pois D. Ayko ficou doente e não pôde ir. Sentei lá no fundão e já de saída foi muito gostoso pois tem uma equipe que adora contar piadas e fomos rindo até Extrema que foi a primeira parada para almoçarmos. Fomos pela Dom Pedro (SP 065) até Atibaia e depois pegamos a Fernão Dias (BR 381)
Depois seguimos em frente rumo ao nosso destino. Chegamos por volta de 17hs computando a errada de caminho, quando o motorista tinha que entrar em Cambuí e passou reto, então tivemos que retornar. Passei por Camanducaia e me lembrei das vezes que fui para Monte Verde. Quando faltava uns 2km para o chegar na Pousada, descemos do ônibus porque lá não tinha como o mesmo fazer a volta, então fomos à pé. 

Desta parte da estrada já avistamos a Pousada encrustada na mata.


Agora já estamos nos aproximando da Pousada que se chama Posada do Sítio.
Admire a beleza da montanha!


Já estamos dentro dos limites da Posada. Estes cavalos já pertencem à ela.
Olhe a Maravilha destas montanhas!
É a Serra da Mantiqueira.
Ao fundo, bem no centro, já avisamos a Pedra do Baú e o Bauzinho.


Deste ângulo dá para ver melhor a Pedra do Baú e ao lado a Pedra do Bauzinho.


Na entrada da Pousada tem uma pontezinha que registrei com a Neusa.


Eu estou logo depois da ponte, quase nas dependências da Pousada.


Assim que chegamos fomos conduzidas para o nosso quarto e tivemos a escolta do Brumer, este magnífico Dog alemão.
Esta senhora é a Dona da pousada.
Muito simpática!

Esta é a sacada que fica em frente ao quarto. É tipo um chalé onde embaixo tem uma cama de casal e o banheiro e uma escada que leva para um mezanino que têm duas camas de solteiro. A Neuza dormiu embaixo e eu e a Lumi na parte de cima. O chalé é muito bonito e confortável e o chuveiro uma delícia!!

O Mineiro, que foi com a gente assim que chegou tratou de montar todo o equipamento de som e não demorou muito já estávamos todos nós lá embaixo cantando e contando mais piadas.


Lá pelas 8hs fui tomar banho porque logo sairia a pizza.

Voltei e não demorou muito para começarem a servir. Comemos ao som do Mineiro. A Pizza estava divina, o papo maravilhoso e as músicas davam um toque perfeito. Depois que comemos cantamos Parabéns para o Luciano (o organizador do Indaiandando).
Depois de comermos o bolo o pessoal começou a dançar. Ninguém ficou sentado. Eu dancei até não poder mais. Teve todos os gêneros. Foi uma delícia.
No final até o pessoal da Pousada estava em volta cantando e dançando.
Lá pela meia noite todo mundo foi dormir, pois levantaríamos cedo.

No dia seguinte, levantamos, tomamos café, alongamos e partimos para a caminhada.
Logo de cara comprovo a maravilhava que me espera.

Esta foto tirei da sacada do meu quarto.


Esta também. Deste ângulo dá bem para ver o lago e ao fundo  a Pedra do Baú e o Bauzinho.


Esta foto foi batida no dia que chagamos, estou com cara de cansada, porém a paisagem é linda!


Antes de sairmos para a caminhada uma foto do grupo, não do grupo inteiro porque muitas pessoas não foram caminhar. Algumas ainda estavam dormindo e eu saí olhando para baixo (de blusa azul), mas estou aí.


Ainda dentro da Pousada mais lagos.



Da estrada avistamos São Bento do Sapucaí. Ao fundo a Pedra Baú agora mais próxima. Ela fica a 1200 mts de altura.

O Município da Estância Climática de São Bento do Sapucaí situa-se ao leste do Estado de São Paulo, nos contrafortes da Serra da Mantiqueira,  Região Vale do Paraíba, mais especificamente no Alto Sapucaí.

A história de São Bento do Sapucaí, remonta ao tempo do bandeirantismo, quando os paulistas de Taubaté galgavam a Serra da Mantiqueira e, pelo caminho velho do sertão, seguindo o curso do Rio Sapucaí, alcançavam as regiões auríferas das Minas Gerais. 

O nome da cidade e do município está ligado ao Rio Sapucaí, que, na linguagem indígena, significa “rio que grita”. Logo foi escolhido o santo padroeiro do município, São Bento, fundador da ordem dos Beneditinos, em  franca expansão no Brasil na época da fundação da cidade.

Orgulho de seus filhos ilustres entre eles: Plínio Salgado, Miguel Reale, Abade Pedrosa, Desembargador Affonso José de Carvalho, Eugênia Sereno, e tantos outros que sempre souberam elevar o nome de sua terra natal, terra esta que por suas belezas naturais fala de perto aos que a visitam, transmitindo-lhes uma mensagem de paz e tranquilidade.

E foi neste ambiente que Lamartine Babo se inspirou para compor a canção “No Rancho Fundo”, quando aqui se achava para tratamento de saúde, usufruindo das propriedades curativas do nosso clima.

Encravada na serra da Mantiqueira, São Bento do Sapucaí (164 km nordeste de SP) tem como principal atração a Pedra do Baú -conjunto rochoso transformado em parque ecoturístico. Com 340m de altura e a 1.964m de altitude, a Pedra do Baú atrai praticantes de escalada, caminhada, e asa-delta. 

Com acesso mais fácil que a Pedra do Baú, as pedras Bauzinho e Ana Chata, que têm 1.700m de altitude, são passeios indispensáveis para quem visita a cidade. 


Passeando pelas ruas de São Bento do Sapucaí.




As cercas das casas ainda são de bambuzinho e ao fundo as montanhas.


Falando mais um pouco de São Bento do Sapucaí:
São Bento do Sapucaí situa-se nas terras da mais antiga fazenda da região e foi palco de muitas batalhas entre paulistas e mineiros, que lutavam pela posse da almejada nascente do Sapucaí.

O primeiro bandeirante a se instalar nas redondezas da Pedra do Baú foi Gaspar Vaz da Cunha, conhecido como Oyguara.

Em 1724, iniciando a colonização, formava-se uma vasta fazenda de criação de gado vacum, que servia também como ponto de comunicação entre as capitanias de Minas e São Paulo.
Em 1800, as terras frias de São Bento causavam inveja nos sesmeiros das minas de Itajibá (hoje Itajubá), entre eles João da Costa Manso, que não media esforços para tomá-la. Nesta época o fazendeiro e fundador de São Bento, José Pereira Alvares lutou como paulista para defendê-la.
Está localizada a leste da Capital de São Paulo, Serra da Mantiqueira, no médio Vale do Paraíba.

Distâncias:

São Paulo - 209 km
• Campos do Jordão - 35 km
• Camanducaia - 68 km
• São José dos Campos - 80 km

Fiquei deslumbrada com as montanhas. As casas ficam muito distantes umas das outras, mas sempre abraçadas pelas montanhas.


Dá para perceber que ainda é de manhãzinha. Se respirar fundo dá até para sentir o frescor da madrugada.

O pessoal está bem animado. Muita conversa, muitas piadas, risadas...



O forte aqui da região é o gado. As árvores solitárias no meio da paisagem dão um toque mais do que especial.

A seca aqui também está grande. O pasto quase todo queimado. Um dos caminhantes disse que as vacas têm que pastar de ray ban para pensar que o mato está verde.



A pessoa que bateu a foto não entende nada de registrar o momento.
Cadê a paisagem?
Enfim...

Olha só isso aqui!!!!   
Como a Natureza é maravilhosa!!!


A impressão que se tem é de que a casinha está sendo sugada para o centro da Terra.



Olha só o tanto que eu já subi. Veja como o alto da montanha não está mais num nível tão diferente do meu.


A cada curva, uma surpresa maravilhosa.
Veja bem lá embaixo São Bento do Sapucaí.

Aqui por um outro ângulo.
Esta foto mostra bem a seca da região.

Olhando esta foto se tem a impressão de que foi tirada de dentro do avião! Eu realmente estava nas alturas só que andando a pé.


Aleluia!  Enfim, uma descidinha!!!!

Aqui dá para perceber como a descida é bem inclinada. Teve muita gente que caiu e se ralou.
Não consegui resistir à beleza desta Araucária!


E esta árvore então, que majestosa!!!
É um presente para nós poder vê-la.


Continuamos descendo. Daqui de cima dá para ver a estrada de asfalto que margeia a estrada de terra. Estamos indo para Sapucaí-Mirim, já em Minas Gerais.


Daqui já conseguimos ver Sapucaí-Mirim bem de pertinho.



Aqui estamos quase pertinho de Sapucaí-Mirim


Chegamos em Sapucaí-Mirim e conhecemos a cidade a pé.
Falando um pouco de Sapucaí-Mirim
As primeiras noticias acerca da região, datam do início do século XVIII e devem sua origem a penetração de bandeirantes à procura do ouro das Minas Gerais. Sapucaí Mirim, como as demais cidades da região tem como desbravador o bandeirante Gaspar Vaz da Cunha, "O Oyaguara".

Gaspar Vaz da Cunha
Foi escrivão em Santos, juiz em São Paulo, Capitão da Vila de Mogi, teve onze filhos, 55 netos, uma longa vida. Ele era conhecido como "O Oyaguara" ("Lobo Bravio" no idioma indígena). Entre 1703/1704, por ordem da Coroa Portuguesa, O Oyaguara e sua bandeira, partiram do Vale do Paraíba abrindo trilhas serra acima nas matas virgens da Serra da Mantiqueira.

Enfrentaram animais selvagens, índios e muitos outros perigos, sendo os primeiros a chegarem na região então conhecida como Sapucaí-Guaçu.

Buscavam um novo caminho para as minas de ouro de Itajiba (atual Delfim Moreira, onde se originou a cidade de Itajubá), que já no início do século XVIII estavam em franca produção.

Plantando "arranchações" ao longo de seu caminho, atingiram a cabeceira do Sapucay e abriram dezenas de quilômetros de trilhas que iam desde Pindamonhangaba até o vale do rio Sapucaí Mirim.

Mais tarde esse caminho foi fechado para não haver saída clandestina de ouro. Mas Gaspar Vaz fixou-se na região, pois dizia ter encontrado ali um paraíso na terra, em razão da fertilidade do solo, da salubridade da água e de um clima incomparável. Iniciando a colonização e transformando a região em importante centro produtor de gado, que servia também como ponto de comunicação entre as capitanias de Minas e São Paulo.

Outros também tentaram se fixar nas alturas da Mantiqueira, mas não resistiram ao frio rigoroso e ao grande número de onças existentes na região, que atacavam homens e animais domésticos.

A história registra inúmeras batalhas entre paulistas e mineiros pela marca das divisas, cada um pretendendo para si a posse da almejada nascente do Sapucaí. Esses conflitos de fronteira duraram até 1814 e tão agitadas foram as demandas, que diziam que ninguém transpunha "Amantiquira, sem lhe deixar sepulta ou pendurada a consciência".

De Sant’ana a Sapucaí-Mirim

No começo do século XIX, as terras férteis e o ótimo clima atraíam os colonos, que se dedicavam  à lavoura e pecuária.   

Além disto, o rio Sapucaí Mirim, onde a pesca era farta e variada, fez com que ali se originasse os primeiros núcleos de população.
Dando origem ao povoado que logo se denominou "Sant'Ana do Paraíso", tendo como padroeira a Nossa Senhora Sant'Ana.

Dada a crescente povoação, vários outros residentes, fizeram a doação do patrimônio para formação do arraial, mandando edificar uma matriz em honra à padroeira Sant'Ana e ao rio Sapucaí Mirim, em cujo vale está localizada a atual cidade.

Denominaram o local de Sant'Ana do Sapucaí. Em 1870, a capela de Santana do Sapucaí Mirim é elevada a distrito de paz. No ano de 1877, passa à categoria de freguesia. Em 1923, o então distrito da cidade de Paraisópolis passou a se chamar Sapucaí Mirim. E com esta denominação, foi elevado a município em 1936.

A Pedra do Campestre, situada a aproximadamente 2.040 m de altitude e que proporciona uma visão panorâmica da serra da Mantiqueira, e a Pedra do Juncal, a uma altitude aproximada de 1.750 m, aonde a temperatura chega a quatro graus negativos no inverno, são alguns dos atrativos naturais que Sapucaí-Mirim oferece aos visitantes. Fonte: Secretaria da Cultura em 01/10/1999

Tem 6.500 habitantes.
Andamos pela cidade, tomamos um sorvete maravilhoso e depois voltamos de ônibus.

Demos ainda uma parada em São Bento do Sapucaí onde comprei o chaveirinho e retornamos à Pousada para o almoço.

Chegamos lá, tomei um banho maravilhoso, almocei, bati um pouco de papo com o pessoal e arrumamos as coisas para retornar.
A volta também foi muito boa, paramos muito. Voltamos por outra estrada. Passamos por Monteiro Lobato, uma belezinha de cidade. São José dos Campos, que é a terceira maior cidade do estado de São Paulo, ficando atrás de Campinas que ocupa o segundo lugar e a capital.
Chegamos aqui em Indaiatuba e nos despedimos.

Foi um passeio maravilhoso!


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pelotas - Rio Grande do Sul


            No dia 11 de julho de 2012 saímos da Rodoviária de Porto Alegre rumo à casa dos meus compadres Ana, Leonor e Tozé que moram em Pelotas.


Não resisti e registrei esta linda vaca "VAXI", que fica exposta na Rodoviária de Porto Alegre, e que oferece muito conforto com "ar condicionado", afinal o frio estava intenso, e também disponibiliza todos os dados do motorista, conforme ficha anexado no pescoço do "veículo".

Chegamos às 16h45 e fomos recebidas pelo Tozé e Micael, seu filho caçula. 
No caminho paramos na maravilhosa  casa de doces de Pelotas e escolhemos um de cada para degustarmos com toda a família.



À noite saímos para jantar num lugar delicioso chamado "Choperia Cruz de Malta". Esperimentamos várias delícias e conversamos MUITO com Tozé, Ana, Micael, Lúcia e eu que registrei o momento.


                                           Amigos muito queridos!


No dia seguinte (12/07/2013), Ana e Tábata nos levaram para conhecer um pouco do centro histórico de Pelotas.
Começamos pelo Teatro Guarany.


               Tudo começou com um fato ocorrido com a vinda de uma importante companhia de teatro à cidade e que motivou o coronel Rosauro Zambrano, abastado comerciante e charqueador pelotense, a idealizar o Theatro Guarany.

           Como a maioria dos europeus, o coronel era um apaixonado por companhias de óperas. Naquela época, o único teatro existente em Pelotas era o Sete de Abril.

Com iniciativa e apoio financeiro do Coronel Zambrano, Francisco Santos e Francisco Vieira Xavier, foi formada então a empresa Zambrano, Xavier & Santos, que possibilitou a construção do teatro. Alguns anos após a inauguração, a sociedade foi desmembrada, com a aquisição de todas as cotas pela família Zambrano, que até hoje mantém exclusivamente com mais uma iniciativa privada, sem qualquer auxilio governamental. 

                                                      Tábata, Ana e Cybele

A família tem dirigido e preservado o teatro, tratando da sua conservação, sem sair de sua construção original, em estilo que se assemelha ao neoclássico. O Guarany sofreu apenas uma significativa reforma em 1970, com reparos no teto, danificado pelo tempo. (Fonte: AQUI). 



Em seguida fomos para o Centro Cultural Adail Bento Costa.


          O Casarão 2 assim é denominado pelos técnicos municipais por ficar na praça Coronel Pedro Osório nº 2, mas seu nome formal é Casa de Cultura Adail Bento Costa. Funciona como sede da Secretaria de Cultura, que o utiliza também para exposições e eventos esporádicos.

           A denominação homenageia o pintor e restaurador pelotense, nascido em 10 de maio de 1908, que iniciou a restauração deste prédio, residência no século XVIII de José Antônio Moreira, o Barão de Butuí.


Teto no hall de entrada e veja que maravilha o trabalho feito no teto.


Hall de entrada do Centro Cultural.

                                                            Cybele Meyer e Lúcia Meyer

               Num dos quartos do casarão habilitou-se parte da mobília de Adail, sugerindo que ele tivesse morado ali (não foi o caso). Na verdade, ele lutou pela recuperação do prédio, que na década de 1970 estava em total abandono. Liderou o início dos trabalhos, mas veio a falecer meses depois, em 15 de junho de 1980. A inauguração só veio ocorrer em 2005... sim, 25 anos depois.



A mobília inclui uma cama estilo Dona Maria I, em jacarandá, dois pequenos consolos, dois móveis com gavetas e uma mesinha de jogo com abas em jacarandá e pau-marfim.



          Filho de Manuel da Luz Costa e Hermídia Hortência Bento Costa. Formou-se em Pintura no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, sendo discípulo de Theco Francis Pelichek. Viajou pela Europa para aperfeiçoar seus estudos.
     Fez inúmeras exposições em Pelotas, desde 1933. Em 1935, inaugura exposição em Montevidéu com 25 telas. Em 1940, no intuito de conquistar mais mercado para sua arte, vai para o Rio de Janeiro e em Cabo Frio busca inspiração, nascendo daí uma vertente para a restauração de prédios históricos.(Fonte: http://migre.me/fVyQd).



Pátio do Centro Cultural




Praça Coronel Pedro Osório
 É a principal praça na zona central da cidade de Pelotas.


           É considerada um símbolo do modelo de arquitetura histórica característico na cidade. No ano de 2007 a praça foi inteiramente revitalizada, juntamente com outros prédios históricos de Pelotas.


Chegamos na Biblioteca Pública Municipal Pelotense


Construção: 1878 a 1881

     A história conta que foi fundada em 1875, por diversos cavalheiros da sociedade local, com o objetivo de colaborar para o conhecimento intelectual e cultural dos pelotenses. Em 1878, João Simões Lopes, o Visconde da Graça, inaugurou os alicerces do prédio, projetado por José Izella Merotte e construído graças às doações da população mais abastada, que mandava trazer da Europa vários materiais de construção, como os marcos de pedra e o arco de granito da entrada principal (vindos de Portugal). 





               O povo em geral também deu a sua contribuição, através da doação de madeira, pregos, cortinas, além de dinheiro, arrecadado em quermesses e bazares. Entre 1911 e 1913, sofreu acréscimo de um segundo piso, projetado por Caetano Casaretto.



            A linguagem formal do edifício vem do historicismo eclético, composto por colunas e pilastras, tendo o acesso central marcado por um frontão sustentado simetricamente por cariátides, além de balcões e sacadas de púlpito. Um globo coroa toda a construção, como um marco da sabedoria e símbolo máximo do Positivismo (filosofia embasada na observação e experiência).










Vista da Praça pela janela da Biblioteca


         Há várias pinturas executadas no interior do prédio, como ao lado do frontão da escadaria, paredes laterais, painéis junto ao teto. O teto do paravento apresenta o emblema em entalhe feito por Guilherme Schmoll. (Fonte: http://migre.me/fVAMe)


Passamos pela Prefeitura Municipal de Pelotas que exibia o banner comemorativos dos 200 anos.

Construção: 1879 a 1881 

     O prédio foi inaugurado no ano de 1881, para ser a sede da Câmara Municipal de Pelotas. Em 1879, Leopoldo Antunes Maciel, como presidente da Câmara Municipal assinou contrato com o construtor Carlos Zanotta para a construção do edifício. Segundo alguns, o projeto é de autoria de José Izella Merotte. 

     Sobrado de volume retangular, com porão seguindo as linhas estéticas do ecletismo histórico, enriquecido por elementos neoclássicos. Acesso marcado por um pórtico que protege a pequena escada e sustenta a grande sacada. O coroamento do edifício é feito por um frontão curvo e platibanda vazada. 

     Durante sua existência, foi palco de grande acontecimentos. Em 1884, foi assinada a Declaração de Libertação Escrava em Pelotas, quando foram libertados cerca de três mil escravos. (Fonte: AQUI)




          Fomos então tomar um delicioso café no tradicional "Café Aquários". Desde sua criação, quando os negócios eram tratados informalmente entre um cafezinho e outro, o calçadão da Quinze com Sete é ponto de encontro e referência. Seus assíduos frequentadores, sempre em predominância masculina e aposentada, tornam o local um reduto cultural de Pelotas, onde se pode encontrar, a qualquer hora do dia, bons pitacos e discussões políticas e futebolísticas.

        Suas duas portas, uma de frente para a Rua Quinze e a outra situada na extremidade da esquina, acumulam, diariamente, ano após ano, um entra e sai frenético, seja em direção ao balcão em formato de U para um cafezinho, às mesas da lancheria para um cachorro quente, à bomboniere para algumas raras línguas de gato, à cigarraria para uma caixa de charutos, ou até mesmo às grandes janelas para engraxar os sapatos. Tudo isto, é claro, acompanhado dos bons diálogos de sempre da academia de Ciências Políticas de Pelotas, como ficou conhecido o Café.   (Fonte: AQUI)


Seguimos para a Catedral São Francisco de Paula - MARAVILHOSA!



                       A história do mais importante edifício religioso de Pelotas pode ser dividida em, pelos menos, três fases. A primeira, foi com a construção da capela em 1813, por iniciativa do Pe. Felício da Costa Pereira, que foi seu autor, projetou e executou a obra, pequeno santuário, construído em alvenaria com duas águas e telhas de barro. Era constituído de uma nave de 6,6 m x 13,20 m (incluindo a capela-mor), sem torres e sacristia.   
          
                    A Catedral abriga, desde os primeiros tempos, a imagem de São Francisco de Paula, de origem artística desconhecida, tendo sido trazida da Colônia do Sacramento.


               Em 1826, após ter sido destruída por um raio, foram iniciadas as obras de um "novo templo", pelo lado de fora do primitivo. Em 1846, o Imperador D. Pedro II, lança, na Praça da Regeneração (hoje Cel. Pedro Osório), a pedra fundamental para a construção de uma nova catedral, no entorno da praça.

             Em meados do século XIX, a Catedral já apresentava a fachada atual, com seu pórtico e terraço, com seu jogo de ordens superpostas (dóricas no térreo, jônicas no primeiro pavimento e coríntias nas torres) com sua platibanda e pequeno frontão; com duas torres sineiros e com suas duas cúpulas características. Era ainda muito primitiva: nave única, tribunas laterais, altar-mor ao fundo e duas bases nas torres.     

              A Catedral só veio assumir sua configuração atual entre 1947 e 1948, quando foram construídas a cripta e a grandiosa cúpula (desenho do arquiteto Roberto Offer, de 1847), pelo arquiteto Victorino Zani. Para completar seu trabalho, vieram da Itália os artistas Aldo Locatelli e Emílio Sessa, que se encarregaram da decoração interna do templo, a convite de Dom Antonio Zattera. A pintura mural foi realizada com têmpera sobre reboco seco. A tinta resulta da mistura de pigmentos com aglutinantes solúveis em água, que podem ser cola, ovo, caseína, etc.

            Aldo Locatelli ficou conhecido pelo seu magnifico trabalho. Foi contratado depois para pintar a Catedral de Porto Alegre, o Palácio Piratini e a Igreja de Caxias do Sul. Mas sua obra maior está na Catedral de São Francisco de Paula, que originou sua vinda diretamente da Itália a fim de executá-la. (Fonte: http://migre.me/fVC5e)


Lindas árvores! Magestosas! Imponentes!

Mercado Municipal - Construção : 1847 

                 No período de 1911-1914, o Mercado sofreu uma reformulação profunda em termos de plantas e fachadas, obras dirigidas pelo engenheiro Manoel Itaqui; nesta fase o prédio recebe, além de mudanças de acessos, a torre do relógio e o farol de ferro, importados de Hamburgo, na Alemanha, fazendo uma alusão a Torre Eiffel. 

               Do farol emergia luz de uma poderosa luminária rotativa, que espargia raios para todos os quadrantes. Vista de longe, identificou a cidade por muitos anos. Contam moradores da Cascata e Três Cerros que, à noite, era possível ver o famoso farol do Mercado. 

               Possui 120 lojas dos mais variados tipos. O relógio e o sino existem até hoje.
              Atualmente, continua exercendo a sua função abastecendo a cidade com seus diferentes tipos de produtos, porém neste dia estava fechado. (Fonte: clique AQUI)


Grande Hotel, prédio histórico localizado na Praça Cel. Pedro Osório.

Construção: 1925 a 1928


         O edifício tem quatro andares, construção de esquina com subsolo habitável, andar térreo mais elevado em relação ao passeio, andar nobre evidenciado na fachada, dois pavimentos-tipo e mansarda. Possui 76 quartos, 6 apartamentos tipo suíte, salão de chá, um grande vestíbulo coberto por clarabóia de vidros coloridos (importada da França) e restaurante. No vestíbulo encontra-se escadaria com piso em mármore e corrimão em ferro trabalhado. Demonstra estilo Art-Nouveau.


        Suas fachadas frontais possuem uma preocupação formal com o ecletismo histórico. No segundo pavimento, balcões sustentados por "cachorros " ornamentados com volutas dividem a volumetria. Com alto embasamento, que aumenta a imponência da construção, as fachadas são divididas verticalmente em três corpos distintos, originando pavilhões laterais salientes arrematados com frontões, sobrepostos às platibandas com brasões do Hotel ornados por guirlandas de rosas. Na esquina, o acesso é marcado por um corpo arredondado coroado por uma cúpula de bronze, importada da França, que abriga em seu interior um alojamento sob a caixa d'água. 

         Tombado, permanece na praça mais importante de Pelotas como um símbolo da cidade e ainda recebe hóspedes, inclusive, ilustres. (Fonte: Clique AQUI)

         Após esta manhã respirando cultura fomos almoçar em um restaurante por quilo maravilhoso com toda família reunida.

               Após o almoço minha amiga Ana foi trabalhar e sua filha Tábata nos levou para visitar o Porto.

Construção: 1933

    Em 1908, foi construído o primeiro cais. O Porto era o ancoradouro da nossa economia. 

    O novo porto foi feito em 1933, no governo de José Antônio Flores da Cunha. O cais tem 440 metros com dois elegantes armazéns, três guindastes. É fechado em toda extensão com grades de ferro.


        O Porto de Pelotas é um porto flúvio-lacustre localizado às margens da lagoa dos Patos,

        Esse é também o nome de um bairro do mesmo município.








                       O porto, bastante largo e profundo, era visitado, constantemente, por navios de longo curso, mantinha-se intercâmbio comercial com outros do país e estrangeiro. 



  Transportes Marítimos : Companhia Loyde Brasileiro, Loyde Nacional, Companhia Comércio e Navegação, fazem o transporte de passageiros e cargas de Pelotas a Porto Alegre, Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Rio de Janeiro, norte do país e Montevidéu no Uruguai.

         O prédio da Alfândega, foi construído junto ao Porto, em terreno doado pela Prefeitura Municipal e foi inaugurado em 1938.










Do Porto fomos direto para o Museu Parque da Baronesa

       Neste local encontramos registrada toda a opulência vivida por Pelotas durante o século XIX. 
   
       Valores e riquezas foram preservados num acervo que conta com objetos como: mobília de mogno, enxovais ricamente bordados, vestuário de época, leques, baús e bibelôs. 

      Grande parte das peças mostradas no museu fazem parte do acervo doado por Lourdes Noronha Coelho Borges e Adail Bento da Costa, este último um artista e colecionador pelotense.



       Situadas nas periferias das vilas e cidades, as chácaras representavam uma opção de moradia para as famílias abastadas, pois reuniam o que havia de melhor entre a vida rural e a urbana da época. 

         Em 1863, o Cel. Aníbal Antunes Maciel, adquiriu de Vicente Aurélio Prates, essa propriedade para presentear seu filho - Aníbal Antunes Maciel, por ocasião do casamento deste com Amélia Hartley de Brito (1864), carioca de nascimento e inglesa por descendência.

     O jovem casal transferiu-se do Rio de Janeiro para Pelotas e, durante os 23 anos de matrimônio, tratou de melhorar as condições da chácara. Ampliou-a e transformou-a numa construção de base quadrada, com pátio central, encimada por uma camarinha. Do lado esquerdo e interligada ao solar, em uma varanda decorada com lambrequins, foi edificado o salão de festas (capela). Nos fundos, foi construída a magnífica torre de banhos (apresenta azulejos europeus e banheira com fundo de mármore). O solar é uma obra arquitetônica cuja beleza reside na harmoniosa convivência entre os estilos neoclássico e colonial brasileiro. Ocupa uma área de aproximadamente 7 hectares, e uma construção de 820 m² , com 22 peças e um pátio interno com algibe que serviu para abastecer de água o solar



         D. Amélia Harthey Antunes Maciel , "Sinhá Amélinha", era conhecida também por sua bondade. Esta grande dama tornou conhecida à chácara dos barões como o "Solar da Baronesa". A última moradora foi Déa Antunes Maciel, neta dos barões. 

        O prédio foi restaurado, e entregue a comunidade Pelotense em 1982, como Museu Municipal Parque da Baronesa. Possui um acervo de mais de mil peças destacando-se uma coleção de móveis e acessórios pertencentes à família Antunes Maciel e uma coleção pertencente ao artista plástico Adail Bento Costa, com móveis, leques, porcelanas, pratarias, armários, paramentos, vestes, fardas militares e imagens de madeira.
 
 










Curiosidade: Veja a linguagem dos leques. Puro charme feminino!




      Encerramos com chave de ouro o nosso passeio de hoje pela história de Pelotas. 

    Fomos para casa e de noite saímos para experimentar um delicioso caldo de feijão servido em copo que estava simplesmente maravilhoso!


                                                                  Tatiana, Tábata e Ana


                                              Tozé, Lúcia, Cybele, Tatiana, Tábata e Ana

      Lúcia, Cybele, Tatiana, Tábata e Ana

                                                          
                                Tozé, Cybele, Tatiana, Tábata e Ana

Jantar delicioso, companhia mais do que especial, conversa super agradável e chegou a hora de dormir na casa da querida comadre Leonor.

Dia 13 de julho de 2013. Acordamos, tomamos um café delicioso feito pela comadre Leonor e fomos para a casa da Ana e do Tozé que já preparava um delicioso churrasco.


                                                                    Cybele e Ana
    Minha querida comadre Leonor, eu, Micael e Ana     
                             Cybele, D. Leonor, Lúcia, Tozé e Ana
                         Cybele, D. Leonor, Micael, Tozé e Ana


                             Depois do almoço eu, Lúcia, Ana e Tatiana saímos para conhcer o Bairro do Laranjal.

               A praia do Laranjal é rodeada pela Laguna, também chamada lagoa dos Patos.
           
        É a maior laguna do Brasil. Tem 265 quilômetros de comprimento, 60 quilômetros de largura (na sua quota máxima), 7 metros de profundidade (na sua quota máxima), e uma superfície de 10 144 km², estendendo-se na direção nor-nordeste-sul-sudoeste, paralelamente ao Oceano Atlântico. 
          
      O nome "Laguna dos Patos" ou "Lagoa dos Patos, estaria ligado às tribos de índios que habitavam a região do Rio Grande do Sul, conhecidos como "patos".






                   O primeiro registro cartográfico feito por um neerlandês a mostrar o suposto rio com um formato próximo ao que é conhecido hoje da Laguna dos Patos foi Nikolaus Visscher, em 1698. Apesar de ele não ter sido o primeiro a mencionar os índios Patos que habitavam suas margens e boa parte do litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, foi ele quem associou esse nome à referida laguna. 








                                                         Cybele, Tatiana, Lúcia

                                                                     
                                                                            Cybele, Ana, Lúcia     
                       
                          Ela é navegável por embarcações fluviomarítims de até 5,10 metros de calado, de Rio Grande a Porto Alegre.
                      A fim de garantir o acesso de embarcações de maior porte, mantém-se a profundidade através de dragagem sistemática e constante em alguns pontos. As condições de navegação na Lagoa dos Patos podem tornar-se desfavoráveis sob condições de ventos fortes, principalmente para embarcações de pequeno e médio porte. 

                 Com ventos fortes, normalmente formam-se pequenas vagas e carneiros em toda extensão da Lagoa.


                                   
              Que árvores maravilhosas!!

                                                                      Lúcia, Ana e Tatiana


                                                                 Lúcia, Tatiana e Cybele



   Em frente a este maravilhoso cenário há um centro comercial onde fomos comprar chaveiros (faço coleção e trago de cada lugar que vou).

     A Lagoa dos Patos também é chamada de Mar de Dentro por causa da sua extensão. É por isso que o Centro Comercial leva o mesmo nome.




             Acostumada a tomar sempre água gelada, não pude deixar de registrar que aqui se vende água quente. É claro que é para o chimarrão!!!



      E aqui encerro estes momentos únicos vividos ao lado de pessoas tão especiais e queridas. 

               Obrigada, Comadre Leonor, Tozé, Ana, Tatiana, Tábata, Micael e Daniela (que estava trabalhando na cidade vizinha),  pela acolhida e pelo carinho imenso.